Archive for category Nossas produções

“O que está acontecendo agora?”: informação e interação no Twitter a partir de dispositivos móveis

Breno Maciel Souza Reis

Universidade Federal do Espírito Santo

Este artigo busca discutir o papel dos dispositivos móveis de comunicação no envio, recebimento e interação com a informação difundida no ciberespaço – especificamente, no caso deste trabalho, no serviço de microblogging Twitter. Para contextualização, apresenta uma análise da mudança provocada pelas mídias digitais na sociedade. Contempla também exemplos de possibilidades de interação com conteúdos na rede, através de aparatos que permitem conexão móvel ao ciberespaço.

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

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Publicidade na colheita

Por Breno Maciel

Aviso aos fazendeiros marketeiros: anunciar em jogos online, como o “Colheita Feliz”, pode ser uma boa estratégia de gerar visibilidade para o produto.

O jogo “Colheita Feliz” é um aplicativo que funciona dentro do Orkut, site de relacionamentos mais popular do país, e é um simulador de uma mini fazenda, onde o usuário de plantar diversos produtos, criar animais e vender o que eles produzem. Além disso, é possível também participar de uma rede com outros usuários que estejam na lista de amigos no Orkut, estabelecendo laços de cooperação ou mesmo conflito com eles.

A grande jogada da agência Ogilvy para a Kraft/Lacta foi a inserção de uma semente misteriosa que era distribuída gratuitamente aos “fazendeiros” todos os dias. Ao ser plantada e cultivada, ela floresce e dá origem a uma árvore de “Mini Bis”. O usuário então colhe os frutos da árvore e ganha novamente outra semente para o plantio. A ação de marketing gerou um enorme buzz em torno das sementes azuis, como foram chamadas, tanto em comunidades do Colheita Feliz dentro do próprio Orkut, quanto no Twitter.

Semente azul que, plantada, dá origem ao Mini Bis

a árvore de Mini Bis

Talvez fosse uma boa idéia se, a exemplo das flores que podem ser enviadas como presente, o usuário pudesse enviar também o Mini Bis para alguém da sua lista de contatos. De qualquer forma, a ação representa um novo olhar das agências de publicidade e marketing para a divulgação de produtos em jogos e redes sociais.

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Twitosfera: a expansão da ágora digital e seus efeitos no universo político

Dalva Ramaldes
Universidade Federal do ES.

Este artigo examina os efeitos do Twitter no campo político, investigando as atividades de natureza política no microblog, o que inclui as manifestações discursivas de detentores de mandato eletivo e de movimentos ciberativistas dedicados de forma temporária ou permanente à vigília de feitos e performances de atores políticos. Visa identificar, substancialmente, o fenômeno de recuperação do poder discursivo do cidadão comum que faz dessa rede social um instrumento de regulação e de sanção da atividade política. Parte-se do pressuposto de que o Twitter tornou-se um fenômeno na ágora digital, ao disponibilizar mecanismos que consolidam a horizontalização da comunicação mediada por computador, necessária aos processos democráticos de livre expressão individual e coletiva. E, ainda, por sua força viral, resultante do estabelecimento de interações mútuas, confirmadas pelas replicações discursivas que os usuários do serviço fazem no mesmo espaço (reply, retwetts e direct messages), ou interagindo com outros fóruns de diálogo virtual na Web.

Para ler o artigo [clique aqui]

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Fim de Caso: criação, efemeridade e cultura

Aqui, amigos, este grupo de pesquisa deixa mais uma colaboração no universo das reflexões que contornam a cibercultura. Utilizando como recorte o episódio conhecido por todos, “Pedroooo…me dá meu chip”, este artigo trata da efemeridade e da troca de bens imateriais nesta sociedade “líquida”; da emergência de celebridades instantâneas e involuntárias no ciberespaço, expondo, como já afirmado por outros autores, a diluição das fronteiras entre o real e o virtual, bem como das esferas pública e privada. Aos jovens pesquisadores que iniciam suas pesquisas em torno da comunição mediada por computador, o artigo oferece uma interessante e compacta revisão bibliográfica. Nenhuma obra prima, mas uma reconstrução dos múltiplos olhares acadêmicos que vagueiam pela cibercultura e a tomam por objeto de estudos.

Artigo

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O lugar da comunicação e da relação dialógica na era das conexões: telefone celular e novas formas de relações sociais

Dra. Maria Dalva Ramaldes1

Universidade Federal do Espírito Santo

Este artigo se insere no debate sobre tecnologias digitais móveis e novas formas de agregação social na contemporaneidade, especialmente pela presença do telefone celular, em diferentes condições de uso. O objetivo é identificar as relações sociais como processos dialógicos e dinâmicos, próprios dos atos de linguagem, capazes, assim, de estabelecer regimes de interação[2]. A reflexão abarca a cibercultura, a partir da constituição e características das smarth e flash mobs[3] como experiências eventuais de partilha de experiências, assentadas não só em disposições racionais, mas também afetivo-emocionais. O aporte teórico é centrado nos estudos de Greimas e Bakhtin, e em uma perspectiva sintomática, pela observação do papel cooperativo do usuário de celular às redes no ciberespaço e ao Jornalismo, não ignorando o próprio dispositivo tecnológico como mídia estratégica para o mundo dos negócios.

( Para ter acesso ao Projeto da Dra. Dalva Ramaldes clique: http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2008/resumos/R3-1762-1.pdf )



[1] Professora do Curso de Comunicação Social da Ufes, coordenadora do Grupo de Pesquisa (CNPq) Tudo na Telinha: Jornalismo e Publicidade Digital Móvel. e-mail: mdramaldes@yahoo.com.br
[2] Denominações dadas por Rheingold (2003) às redes ad. hoc,  distinguindo-as pelo caráter próprio de cada uma:  Smarth mobs (político-ativista) e Flash Mobs (entretenimento/ hedonistas)
[3] Uma transposição conceitual  de interação como reciprocidade de comportamento das pessoas, pela conversação face a face (focalizada) ou de co-presença (não focalizada), para  um ambiente virtual, de contato por meio tecnológico.

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O telefone celular como mídia e a linguagem publicitária

Por Ofhélia Raquel Roman Lemos

A comunicação publicitária, ao longo do tempo, vem se adaptando, ou mesmo se apropriando de tecnologias da comunicação que apresentam potencial para torná-la cada vez mais efetiva e competente, tanto em termos de inserção de seus discursos de natureza comercial quanto de possibilidades de maior interação com o seu público-alvo. Ao longo da história da Comunicação, o advento de novos canais como o rádio, o cinema, a televisão e o computador, além do jornal e outras formas impressas como revistas, cartazes, out-doors, etc, serviram para que a Publicidade pudesse encontrar os gêneros, formatos e estilos textuais adequados aos dispositivos enunciativos que cada um permita acionar. No caso do celular, as  inovações tecnológicas passam a exigir a produção de conteúdos específicos, o que ultrapassa a capacidade que eles já apresentam, de servirem como suportes de conteúdos originários de outras mídias.
Isto foi possível porque a Publicidade não tem uma linguagem própria, mas mecanismos distintos de textualização de seus conteúdos em diferentes meios de comunicação:

“Na verdade, não há uma língua própria da publicidade e sim determinadas
habilidades e técnicas lingüísticas em uso nos anúncios e nos texto da
propaganda rotulado de ‘linguagem publicitária’. Trata-se de um registro ou
variação da língua, que como modalidade técnica tem certo grau de
formalidade e de adequação à mensagem a ser expressa.” (MARTINS: 1997,
p.33

Assim como a imprensa escrita, o rádio, a televisão, os computadores, câmeras digitais e telefones celulares também passaram a fazer parte da rotina das pessoas e a representar novas formas de percepção, interação e expressão com o mundo. Uma característica que se acentua com as mídias digitais móveis na contemporaneidade. A capacidade de transmissão de conteúdos publicitários já não se resume aos meios tradicionais ou mesmo à internet, invadindo os novos meios digitais, de modo que, por exemplo, muitos jornais já se ocuparam de aproveitar a capacidade dos celulares multifuncionais2 para também ampliar a difusão de seus conteúdos.

(Para ter acesso à Pesquisa de Ofhélia Raquel acesse: http://www.easy-share.com/1905112908/relatóriofinalofhéliaraquel.pdf)

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Mídia digital móvel e a linguagem jornalística

Por Cristina Oliveira dos Santos

O jornalismo, com a finalidade de inovar a comunicação, tem se adequado às novas tecnologias e às necessidades de seu público-alvo ao longo dos anos. Dessa forma, toda mídia que “intenciona” levar informação a seus enunciatários visa, primordialmente, a realização de um estudo para descobrir qual linguagem, gêneros e formatos serão mais adequados para determinado tipo de informação.
Assim como relata o autor José Marques de Melo, o jornalismo passou a se articular em função de dois núcleos de interesse: a informação (saber o que passa) e a opinião (saber o que pensa sobre o que passa).
“Daí o relato jornalístico haver assumido duas modalidades: a descrição e a versão dos fatos. Esse relato só adquire sentido no confronto com o destinatário, onde reside a autonomia do processo jornalístico – na liberdade que tem o receptor de escolher o que quer saber e através de que meios vai concretizá-lo”(MELLO, 1994, pg.63)Diante disso, o celular hoje é pensado como a mais nova mídia da atualidade, por sua portabilidade e por
ser de fácil acesso. É um meio promissor de difusão de informações em tempo real para qualquer parte do mundo que tenha um sinal telefônico. De acordo com a Anatel3 a planta de celulares, no Brasil, já ultrapassa a extraordinária marca dos 102,13 milhões de aparelhos, alcançando camadas segmentadas econômica, geográfica e demograficamente. O fato é que o celular tem potencial para atender inúmeras necessidades e expectativas dos usuários, de um lado, e dos empresários, do outro. No setor corporativo, por exemplo, tornou-se uma excelente opção para aprimorar o relacionamento com clientes, inserindo um novo conceito de abordagem, cuja principal característica é levar informações do interesse de quem as recebe. Informação jornalística e publicitária via celular já é uma realidade.

( Para ter acesso à Pesquisa de Cristina Oliveira dos Santos acesse:http://www.easy-share.com/1904563741/relatório)

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O telefone celular e as possibilidades de consumo, coletividade e sociabilidade nas multidões inteligentes.

Por  Breno Maciel Souza Reis

A informatização da sociedade, fenômeno iniciado a partir da década de 70 com o surgimento da microinformática, e que ganhou força nos anos 80 e 90, com a popularização da internet e do computador, trouxe mudanças significativas na forma como as pessoas se comunicam e se reconhecem em uma realidade que agora ultrapassa as barreiras físicas e geográficas impostas. Se antes era improvável se pensar em um ambiente virtual, ou não-real, que se configurava principalmente pela ausência da necessidade da presença física, agora os avanços tecnológicos, como o telefone celular e a possibilidade de conexão à internet sem fio ou wireless, se configuram de forma a criar uma rede de pessoas conectadas entre si à distância, e capazes de produzir “[...] transformações nas práticas sociais, na vivência do espaço
urbano e na forma de produzir e consumir informação”. (LEMOS, 2003, p. 18).
O fenômeno da comunicação por conexão sem fio provocou alterações na forma como se cria e consome informação,e, aqui, interessa pensar como a publicidade pode se utilizar dessa nova realidade para a divulgação de mensagens através destes dispositivos móveis. O telefone celular como mídia apresenta grandes potencialidades. Só no Brasil, segundo relatório divulgado pela Agência Nacional deTelecomunicações (Anatel), o número de telefones móveis é de 124.122.479 milhões1, dos quais mais de 90% habilitados para o envio e recebimento de SMS (Short Message Service), ou mensagens de texto2. O uso do telefone celular para a veiculação de conteúdos torna-se, portanto, um objeto de estudo inovador, constituindo-se assim um desafio, considerando, sobretudo, que esta potencialidade deve ser examinada em relação direta com a finalidade de origem deste suporte para a telefonia. Há que se considerar também as características específicas do meio, da diversidade dos usuários e os recursos tecnológicos disponíveis para a transmissão de conteúdos via celular, de forma a identificar as formas de organização discursiva e textualização expressiva que mais se adequem a este novo “meio” de comunicação.

(Para ter acesso à pesquisa de Breno Maciel Souza Reis, clique aqui.

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