Archive for category Política

Redes Sociais e a mobilização de jovens no Brasil

Fonte: Mídias Sociais

Marcos Nobre e Gil Giardelli fazem um ótimo bate-papo sobre como os jovens do século XXI estão prestes a subverter a ordem estabelecida. Fim do capitalismo? novo sistema? As recentes manifestações populares no país reforçam o poder da internet na organização de movimentos políticos em defesa de causas diversas. Estudiosos avaliam influências da atual geração e possíveis consequências destes fenômenos sociais.

 

, , , , , , ,

Deixe um comentário

O que falam, quem segue quem, o mais citado: conheça o Twitter dos presidenciáveis

Notícia retirada do site Uol

Andréia Martins e Cintia Baio
Do UOL Eleições em São Paulo

Quando o assunto é Twitter, não há como negar que o efeito Obama invadiu de vez a política nacional. Candidatos a todos os cargos nas próximas eleições utilizam a ferramenta, seja para reforçar a militância, testar a popularidade com seguidores, ficar mais próximos do eleitorado ou simplesmente para tentar conquistar mais votos.

Sabatina Folha.com e UOL

Na opinião de especialistas consultados pelo UOL Eleições, o maior erro que os candidatos podem cometer no Twitter é usá-lo como outdoor, com a intenção de promover sua imagem. Para eles, a ferramenta é pessoal e por isso, os candidatos devem se distanciar do discurso técnico, baseado em números e dados, e apostar em algo mais informal, amigável e próximo do eleitorado. Essa seria a fórmula para os políticos que querem se dar bem no microblog.

Serra mostra lado descontraído

Quando os tuiteiros em questão são os três principais candidatos à Presidência, por enquanto é o tucano José Serra quem tem acertado ao criar um ambiente de bate-papo com seus seguidores no microblog, enquanto Marina e Dilma ainda precisam sair do tom institucional.

“Acho que o Serra é o candidato mais bem-sucedido [no Twitter] porque sabemos que é ele. Fala de diversos assuntos, do seu time. Dilma e Marina têm um tom institucional que muitas vezes faz parecer que encaram o Twitter como um divulgador de mini-releases, quando é um canal de comunicação pessoal”, comenta o Consultor de Mídias Sociais Tiago Cordeiro.

No microblog o pré-candidato tucano não fala apenas sobre política. Fala de música, futebol e temas curiosos como, por exemplo, “drama de emo”, o novo visual de Aécio Neves (PSDB-MG), (“Ah, sim, ia esquecendo de contar… Quase não reconheço o Aécio com a novidade daquela barba”, post de 20 de abril) e o encontro com Sabrina Sato, que quase o convenceu a dançar o “ah, moleque” (post de 3 de junho).

Para especialistas, isso pode ajudar a afastar a imagem de “sisudo” que muitos associam ao tucano e aproximá-lo dos jovens, maioria na rede. “Ele sabe interagir com o público respondendo a alguns questionamentos e até fazendo brincadeiras. Analisando bem, os links indicados por ele sempre trazem uma opinião sobre o Brasil. Dá para se ter uma idéia de como o Serra pensa”, diz Marcelo Träsel, Coordenador da Especialização em Jornalismo Digital da PUC-RS.

Dilma tenta adotar discurso mais próximo

Aos poucos, a pré-candidata petista, que quando entrou no Twitter admitiu não saber como usar a ferramenta e pediu ajuda aos seguidores, vai abandonando o discurso técnico para se aproximar mais dos seguidores.

Um exemplo desses tweets onde a candidata fala mais do seu dia a dia é o tweet onde ela cita o encontro no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com uma menina chamada Vitória, para quem afirmou que “mulher pode sim” ser presidente, pouco antes de embarcar para Nova York, em 20 de maio.

“Dilma tem se esforçado para interagir mais com o público”, diz Träsel. Mas para ele, a petista ainda precisa se soltar mais. “O problema é que as opiniões não parecem ser pessoais, o que faz com que tudo pareça construído por um marqueteiro”, diz.

No microblog ela tem reforçado o discurso de “mulher pode” e destacado pontos positivos do governo Lula. Nesse sentido, para os especialistas, ela acerta ao falar diretamente àquele que acredita ser um eleitorado em potencial. “O eleitor quer ter um vislumbre dos pensamentos do candidato e a certeza de que ele se importa com seus problemas”, diz Träsel.

Falta “personalidade” a Marina

Para Träsel, o excesso de links de entrevistas e informações sobre a agenda da pré-candidata do PV dá a impressão de que é a assessoria quem atualiza o Twitter da senadora. “Está faltando personalidade ao perfil dela”, diz ele.

No dia 25 de maio, uma seguidora postou o seguinte comentário no Twitter da senadora: “Candidata, twitta um poquinho. Deixa a sua assessoria de imprensa descansar pelo menos um minuto”. A resposta de Marina foi rápida. “A minha assessoria até que tem descansado; quem não tem conseguido muito sou eu”. Na semana passada (10), Marina lançou um novo perfil no Twitter e fez questão de avisar que a página, apenas com informações da campanha, seria alimentada pela sua equipe de comunicação.

Na opinião dos especialistas, a falta de diálogo e de variação de temas pode acabar afastando seguidores que poderiam se transformar em eleitores. “No geral, mais importante que obter eleitores é agregar valor à imagem do candidato. Em vez de falar que vai dar uma entrevista, seria melhor que cada candidato dissesse, por exemplo, o que pensa da previdência. Crie uma semana temática e movimente a cada semana seu assunto favorito”, sugere Tiago.

“O ideal é não ter medo de se posicionar, passar uma imagem de diálogo e tolerância”, comenta. “Fica difícil saber qual a imagem [Dilma e Marina] querem passar quando tuitam como uma agenda ou um disparador de releases“, finaliza.

Eleição tweet a tweet

Marcelo Coutinho, especialista em redes sociais da FGV-SP, acredita que o Twitter não será capaz de reverter a imagem que o eleitorado tem de um determinado candidato, e reforça que a ferramenta será um captador de votos.

“O efeito [do Twitter] em termos de conquista de votos deve ser pequeno, até porque quem tem acesso à rede é o eleitor classe ABC, com maior nível de informação. O grande valor deste tipo de iniciativa é organizar militantes e reforçar a argumentação de eleitores que já apresentam uma pré-disposição para votar no candidato. Serve para ‘energizar’ grupos que dificilmente fariam campanha na rua ou iriam a um evento de campanha, mas que aceitam divulgar mensagens da candidatura através de formatos eletrônicos”, diz ele.

Para Tiago Cordeiro, os pré-candidatos deveriam aproveitar o espaço para gerar mais debate. “O mais importante é entender que rede social não é outdoor. O Twitter pode fazer diferença à imagem, mas a longo prazo. Os políticos parecem achar que vão conquistar `votos, quando poderiam é pensar em formar novos eleitores. Isso é o maior bem que uma rede social e um político poderiam fazer pelo país”, finaliza.

, , , , ,

Deixe um comentário

Candidatos à Presidência invadem a web atrás do eleitor

Flávia Salme , Jornal do Brasil – retirada do JBonline

RIO – A 44 dias do início da campanha eleitoral, os principais pré-candidatos à Presidência até aceitam esperar sentados para convencer os eleitores de que possuem as melhores propostas para o Brasil. Sentados, sim, desde que conectados à rede mundial de computadores, ganhando espaço – e seguidores – nos sites de relacionamento que cada vez mais viram febre no país. E em meio a um sem-fim de programas como Orkut, Facebook e Formspring.me, há um eleito: o Twitter – microblog que permite aos usuários trocarem mensagens instantâneas de até 140 caracteres.

Dilma Rousseff (PT) <@dilmabr>, José Serra (PSDB) <@joseserra_>, Marina Silva (PV) <@silva_marina>, José Maria Eymael (PSDC) <@eymael>, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) <@pliniodearruda>, Levy Fidélix (PRTB)<@levyfidelix>, Zé maria (PSTU) <@zemaria_pstu>… todos estão lá, “twittando” freneticamente. Para dimensionar a importância que as redes sociais alcançam neste pleito, todos os pré-candidatos contrataram profissionaispara impulsionar seus relacionamentos virtuais.

– A nossa estratégia é inovar na forma de fazer comunicação na internet utilizando a experiência do que é bem sucedido nas redes sociais – diz Marcelo Branco, que coordena este trabalho na campanha de Dilma Rousseff.

QG virtual

Por “experiências bem sucedidas” cabe destacar que a pré-candidata petista contratou a equipe que atuou na campanha do democrata Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos.

– Fechamos com a Blue State Digital, comandada por Ben Self, e a Revolution Messaging, de Scott Goodstein. Eles não farão as estratégias de marketing, vão nos ajudar com as ferramentas que nos permitam saber o perfil do internauta da Dilma e as melhores maneiras para interagir com eles – assegura Branco, que se afastou da coordenação da Associação de Software Livre no Brasil para navegar na política.

Embora tenha sido um dos primeiros políticos a aderir ao Twitter, José Serra foi um dos últimos a montar uma estratégia para levar a pré-campanha às redes sociais. O jornalista Márcio Aith, que assumiu a área de comunicação da candidatura tucana fechou com o publicitário Sérgio Caruso, que tem a missão de engrenar o processo.

– Traçamos duas prioridades: no site da campanha ofereceremos conteúdo, propostas e trabalho. Será lançado no prazo da legislação eleitoral. A outra frente é o Mobiliza PSDB (mobilizapsdb.org.br), que já está no ar, e reúne diferentes redes sociais montadas em diversas plataformas, como Facebook e Twitter. Por enquanto, essa é a parte mais visível do projeto.

De acordo com Caruso, o carro-chefe até o momento nos relacionamentos virtuais na campanha tem sido o Twitter de José Serra.

– O Serra já incorporou a cultura da internet, do diálogo com os internautas. Isso é muito importante e acaba refletindo nos sites feitos por nós, da equipe, e por voluntários. Ele já tem mais de 236 mil seguidores – ressalta.

Todos os coordenadores das redes sociais dos pré-candidatos admitem que, a exemplo do que aconteceu com a campanha de Barack Obama, a internet também será um espaço para fomentar a arrecadação de recursos para os candidatos.

– Sim, (faremos isso) como em qualquer campanha – informa o sócio-diretor da MVL Comunicação, Nilson Oliveira, um dos líderes das atividades da pré-campanha de Marina Silva.

“Virei um twittador”

Aos 79 anos, o socialista Plínio de Arruda Sampaio não abre mão da plataforma virtual. Diz que conheceu o Twitter por meio do neto. Hoje, arregimenta mais de 4.680 seguidores. Depois de dominar o programa, dedica todas as terças-feiras, das 10h às 13h, para interagir com os internautas.

– Eu virei um twittador. Gosto da imediatalidade das respostas e de mandar mensagens para todo mundo que estiver na jogada. Ele tem sido a salvação da lavoura. Já recebi uma porção de ideias que eu não tinha pensado, mas que vejo como assuntos importantes para acrescentar no meu programa de governo – diz.

Responsável pelas redes sociais da campanha de Plínio, a jornalista Luciana Araújo conta com uma equipe de quatro pessoas para cuidar do site da candidatura, e três para a rede de relacionamentos.

– O site e o Twitter são vertentes diferentes, que se equilibram. Um é mais informativo, o outro é interativo. E a interação nos permite avaliar os ânimos da população em relação a todos os candidatos no processo.

Apesar do indefectível jingle que o acompanha há 25 anos, José Maria Eymael – na “4ª posição na pesquisa CNT/Sensus”, como informa um dos seus posts no Twitter – também montou uma equipe para cuidar da pré-campanha virtual.

– Não é ele que publica todos os comentários, mas ele acompanha tudo pessoalmente. Estamos investindo muito nesse trabalho na internet, que vai fazer a diferença nessas eleições – diz o jornalista Rubens Pavão, coordenador de comunicação do democrata cristão.

De todos os profissionais ouvidos pelo JB, Pavão é o único que não acredita que o Twitter (Eymael tem cerca de 990 seguidores) fará diferença neste pleito. A campanha, informa, também não pedirá contribuições financeiras aos internautas.

– Não acreditamos nisso, pelo menos, até o momento. Nos concentramos em aquecer o debate sobre as propostas do Eyamel.

Especialista diz que rádio e TV são mídias principais

Embora classifique o pleito deste ano como o “primeiro multimídia dentro de uma sociedade da informação e do conhecimento”, o cientista político Paulo Baía, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, acredita que todos os coordenadores de comunicação e marketing vão continuar apostando todas as fichas nas mídias que, segundo avalia, continuam sendo as principais da campanha: o rádio e a TV.

– A internet se popularizou no Brasil. Hoje é acessada por diferentes classes sociais, da chamada classe A até a E. Entretanto, eu acredito que todas as campanhas não estão descuidando do principal, que é a TV e o rádio. Quanto aos sites e aos programas de relacionamento, acho que eles têm importância, sim, mas não os vejo como consolidadores de opinião.

Ao apontar a influência da campanha americana do democrata Barack Obama nas iniciativas dos pré-candidatos brasileiros, Baía diz identificar alguns equívocos nas apostas das equipes de comunicação:

– As pessoas falam na estratégia do Obama, mas é um equívoco. Nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório. O mérito da campanha do presidente americano foi ampliar os colégios eleitorais, ou seja, convencer os eleitores a votar.

Seguidor de todos os pré-candidatos no Twitter e nas demais redes de relacionamentos, além dos sites de cada concorrente, Paulo Baía está convencido de que a internet já impôs mudanças no relacionamento dos pré-candidatos com os eleitores, contudo, ele avalia que ainda é difícil apontar a influência que ela terá sobre o internauta.

– Nesta eleição, os três candidatos mais bem apontados nas pesquisas (Dilma, Serra e Marina) não apresentam focos oposicionistas. É a campanha do pós-Lula, os três dizem que vão continuar o que o Lula fez e aprofundar as ações, principalmente na área econômica e social. A internet está representando um avanço na democracia brasileira, porque permite o que o rádio e a TV não permite: a interação. Mas não sei como ela vai marcar a diferença.

Discurso comum

Os coordenadores das redes de relacionamento das três candidaturas mais bem colocadas nas pesquisas eleitorais têm estilos diferentes, mas um discurso em comum: a meta é fazer com que a internet divulgue o conteúdo das propostas dos candidatos, fomente debates, e ajude a levar informações sobre o desdobramento da campanha para o maior número possível de pessoas. Apesar do consenso, as iniciativas carregam estilos diferentes.

Cabeludo, hiperativamente falante, e compulsivamente “twittador”, Marcelo Branco, coordenador das redes de relacionamento da pré-campanha de Dilma Rousseff, não se afasta da internet. Se apresenta como um ativista autodidata no universo www, e faz questão de ressaltar que seu trabalho junto à petista é apresentar as mais diferentes possibilidades que a rede mundial de computadores oferece:

– Quando a Dilma se desincompatibilizou do cargo de ministra-chefe da Casa Civil, ela me chamou na casa dela para me mostrar a conta que tinha aberto no Twitter. Eu a adicionei e soltei, no meu Twitter, que ela estava na rede. Em meia hora, ela já tinha 1.700 seguidores; em uma hora, 3 mil. Um mês depois, mais de 60 mil. Nada disso foi lançado por meio de release, coletiva de imprensa, nada. A repercussão foi tanta que bateu os tópicos dos assuntos mais comentados no microblog – orgulha-se.

Branco assegura que não intervém no conteúdo das mensagens postadas por Dilma, nem no que integra os sites oficiais da pré-campanha. O que faz, garante, é traçar as ações de estratégia. “A equipe conta com profissionais de marketing e comunicação para tratar dos conteúdos”, diz.

– Sou um ativista digital, não carrego nenhum manual do marketing na rede, sou anti-convencional. Quando me escolheram, sabiam que não poderiam esperar de mim o marketing convencional. Mas o que a gente produziu no Brasil mostra a forma inovadora de fazer divulgação, e que o marketing de propostas políticas tem que ser feito da forma como a gente está fazendo.

Convencido do sucesso de Dilma na internet, Branco faz troça com a atuação do principal adversário da petista na rede:

– Qual a presença (da pré-campanha) do Serra na internet? É zero! Além do Twitter do Serra, que já existia (antes da pré-campanha), não tem mais nada. A não ser domínios como o site Gente que mente e outras coisas para depreciar a campanha da Dilma. Mas até agora, a presença do nosso principal adversário não existe. E eu acredito que, por termos ousado, conseguimos ajudar no crescimento da nossa pré-candidata.

“Quase careca”, com diz, de fala pausada, autor de singelos quatro posts em sua página no Twitter (que não tem foto) e convencido de que o “mais importante na estratégia de campanha é ter um bom candidato”, Sérgio Caruso, coordenador da área de relacionamentos sociais da pré-campanha de José Serra, faz questão de marcar as diferenças que os separam do seu adversário profissional:

– Eu twitto muito pouco, na verdade, o meu Twitter não tem importância nenhuma. Não sou personagem da campanha, não tenho cabelo comprido, sou quase careca. Essa campanha é do Serra. (…) Não acho que a internet seja uma máquina eleitoral, acredito que ela tem o papel de ajudar as conversas, a formar opinião, a divulgar conteúdo. Mas ela não leva 5 milhões de votos. Ajuda na exposição do candidato, e o Serra está indo bem.

Enquanto isso, Nilson de Oliveira, à frente das redes sociais de Marina Silva, apresenta, em estilo sucinto, a estratégia da pré-campanha verde:

– As redes sociais terão o papel que têm na própria internet, de locais de discussão e de conhecimento da futura candidata. (…) O critério (de escolha das redes) será o de audiência e relevância – sintetiza, em quatro linhas de e-mail.

, , , , , , , , , , , , ,

Deixe um comentário

Com Mockus à frente, internet dá nova cara à campanha na Colômbia

ALEX CUBEROFolha Online
da Efe, em Bogotá (Colômbia)

As redes sociais da internet mudaram a cara da campanha nas eleições presidenciais na Colômbia, e o principal expoente de tal fenômeno é o candidato do Partido Verde, Antanas Mockus, que se tornou o sétimo político com mais seguidores no Facebook no mundo todo.

Graças ao apoio que recebeu nessas redes, o ex-prefeito de Bogotá, um matemático e filósofo de 58 anos, passou em menos de quatro meses da lanterna das pesquisas de intenções de voto a ser um dos favoritos a chegar ao poder.

Em fevereiro passado, Mockus não tinha mais que 3% de apoio, muito atrás do candidato governista e ex-ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, e da conservadora Noemí Sanín.

Mas o uso das novas tecnologias e a espetacular atividade de seus seguidores nas redes levou Mockus a passar em tempo recorde a maioria dos adversários.

Seu antecedente nesse fenômeno está em Barack Obama, que no ano passado chegou à Casa Branca com uma mobilização sem precedentes através da internet e das redes sociais.

Hoje, Mockus é o sétimo político que mais seguidores tem no mundo no Facebook, com 611.762 “amigos”, segundo o site Facebakers, especialista em estatísticas da rede social.

O boom virtual também o coloca como o político com o maior aumento em nível internacional de seguidores mensais (352.123) e semanais (69.382) no Facebook, e o segundo por dia (7.931), superado apenas por Obama.

Nesse campo, é seguido de muito longe pelos outros candidatos. Santos, com quem Mockus está empatado nas sondagens, tem 142.459 pessoas na sua página, e o terceiro é Gustavo Petro, do esquerdista Polo Alternativo Democrático (PDA), com 125.992.

Mais longe ficam o liberal Rafael Pardo, com 15.059, e a conservadora Noemí Sanín, com apenas 9.102.

Mas, apesar de o Facebook, com 9,6 milhões de usuários na Colômbia, ter uma alta capacidade de mobilização, o Twitter aparece como uma das ferramentas mais usadas na campanha.

Todos os candidatos, inclusive os que nem sequer aparecem nas pesquisas, têm uma conta no microblog, atualizado várias vezes ao dia com propostas e mensagens pessoais.

Um desses candidatos desconhecidos, Robinson Devia, do movimento A Voz da Consciência, é o mais ativo, com mensagens a cada minuto, enquanto Petro é um dos mais dinâmicos no contato com os seguidores.

Mas Mockus também é líder no Twitter, com 37.463 seguidores, à frente de Petro (7.103), Santos (4.269), Pardo (3.777) e Sanín (945).

No terceiro eixo da corrida virtual estão as páginas dos candidatos, que, por ser o mais tradicional e conhecido de todos esses recursos, é o mais desenvolvido.

Assim, quase todos os sites oficiais mostram um alto grau de atualização, interatividade, simplicidade na navegação e links com suas contas em Facebook, Twitter, YouTube e outras redes sociais, como Hi5 e Sonico.

No caso de Santos, há uma das opções mais peculiares, um “muro da vergonha”. Nele, é possível denunciar conteúdos abusivos na web, material falso, degradante ou abusivo contra o candidato.

De acordo com o último relatório sobre comunicação do governo, a metade dos colombianos tem acesso à internet, parcela que os candidatos buscam conquistar e conseguir, enquanto explicam no Twitter, a desejada vaga na Casa de Nariño, a sede da Presidência.

, , , , , , , , , , , ,

Deixe um comentário

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.